Muito se comenta se a melhor parte da E3 é a feira em si, ou as fofocas das novidades que rolam antes. Mas a Microsoft ao contrario de outros anos não preparava nenhum alarde, tudo o que foi mostrado já estava sendo aguardado pelas pessoas, em forums pela internet li comentários do tipo “não acham a MS muito quietinha?”, bom, assim ela ficou por toda a apresentação.

Tudo começou com um rapaz subindo ao palco e jogando uma versão DEMO de Call of Duty: Modern Warfare 3. Para os amantes da franquia, acho que podem ficar tranqüilos, pois o jogo parece ir pelo mesmo caminho dos interiores, ação frenética e situações cinematográficas esperam por vocês. Os gráficos estão belos, os cenários estão enormes (estou falando aqui da baia de Manhattan sendo atacada por russos), o que me deixa com a pulga atrás da orelha: o jogo estava rodando a partir de um Xbox 360 ou de um PC? (depois de ver o video novamente, percebi o menu do Xbox, boa noticia!)

Bom, logo depois um funcionário da Crystal Dynamics foi ao palco demonstrar um pouco do novo Tomb Raider. Ao contrario dos demais, esse parece explorar o realismo, onde uma jovem Lara aparece suja e machucada logo após um desastre no navio onde viajava. Ela carrega uma tocha por dentro de cavernas em um lugar macabro que mais se parece com catacumbas de rituais indígenas. Lembra um pouco Resident Evil 5 pelo gore. É mostrado Lara fazendo o que faz melhor, pulando, subindo, se pendurando. Nos resta esperar por um demo jogável, onde veremos qual caminho a franquia irá seguir, já que Uncharted usou vários dos seus elementos e hoje é referencia no meio.

Foi mostrado dois exclusivos de peso da Microsoft, mas que já foram vistos pelo público, Gears of War 3 e Forza Motorsport 4, que não trouxeram novidades, por outro lado o medalhão da MS ganhou destaque com o anuncio do remake da primeira versão de Halo, com gráficos atualizados (provavelmente também terá opção de visualização 3D) e novas arenas multiplayer. Foi mostrado um vídeo curto em CGI de Halo 4, o único momento em que o publico demonstrou alguma empolgação.

Vamos ao videogame em si:

A apresentação se focou totalmente no Kinect e Xbox Live onde vários games e serviços foram mostrados. A nova leva de jogos da câmera de captura de movimentos segue o mesmo caminho do seu lançamento, jogos para a família e com conteúdo infantil, mas também alguns games para o publico hardcore e até jogos com sangue (sim, ele mesmo, o sangue). O tão esperado Star Wars Kinect foi demonstrado ao vivo e as opiniões são controversas, houve quem gostou, mas boa parte achou estranho, o que acredito ser uma sensação normal nos jogos ditos “hardcore” do Kinect.

Xbox Live…

Lembro em 2001 quando se discutia os reais interesses da Microsoft entrar no ramo de consoles domésticos, alguém na época disse que o plano era frear a Sony, que já possuía sua caixinha multimídia na sala de milhões de pessoas em todo mundo, uma caixa que com o passar dos anos não traria apenas jogos e filmes, mas uma leva de serviços que estariam disponíveis junto com a expansão da internet de banda larga. Hoje, 10 anos depois a Xbox Live é líder no seguimento e demonstra como uma rede online pode não apenas conectar os jogadores em partidas multiplayer e numa comunidade online, mas também oferecer um leque de serviços para os consumidores. Aquela caixa multimídia hoje consegue comprar musica, alugar filmes, acessar rádios online, e agora pretende transmitir TV. Com o Kinect a experiência fica mais futurista, já que com a nova atualização e anexação do sistema de buscas Bing, será possível controlar os menus do Xbox por comandos de voz.

Jogos foram mostrados, mas sem surpresa alguma. Mas procurando algo positivo na apresentação da Microsoft, percebemos que não foi tão ruim, já que jogos não faltarão (e serão mostrados em apresentações das próprias produtoras ao longo da feira), mas os novos serviços da Xbox Live animam no quesito convergência, expandindo os games, colocando as caixas de sonhos como centro de entretenimento de toda a família.