É complicado anunciar algo referente a antimatéria sendo que os próprios cientistas gostam (ou gostavam) de apelidá-la de “ilusória”. A matéria invisível foi questionada por astrônomos e físicos por muitos anos, já foi tema central de filmes e livros de ficção científica. Não a conhecemos, então no mundo fantasioso podemos aplicá-la as mais variadas qualidades.

O fato é que o CERN – Organização Européia para Pesquisa Nuclear (mais famosa por ter construído aquele enorme túnel circular entre as fronteiras da Suíça e França) anunciou no domingo que havia descoberto um tipo de “armadilha” para capturar por mais de 15 minutos, átomos de antimatéria que normalmente desaparecem em uma fração de segundo. Com essa técnica os cientistas envolvidos terão tempo o suficiente para estudar as propriedades desses átomos e entender o que aconteceu nos primeiros momentos do universo. “Pulamos de frações de segundo para mais de mil segundos!” disse o cientista americano Jeffrey Hangst, um porta-voz do time de pesquisa ALPHA do CERN.

Eles conseguiram melhorar o processo de captura resfriando átomos de antihidrogênio para um pouco acima do zero absoluto, e com a nova técnica, já se preparam para  estudá-la com micro-ondas e lasers. Philip F. Schewe, um porta-voz do Instituto Americano de Física, disse que esse processo é um grande feito da engenharia física. De volta para Jeffrey Hangst do CERN, ele disse “acreditamos que quando o universo foi criado, foram criadas em iguais quantidades, a materia (planetas, estrelas e galáxias) e a antimatéria, mas a segunda se perdeu, o que mostra que metade do universo simplesmente desapareceu e não sabemos o porque”.

Fonte: ABCnews