Difícil mensurar em palavras o que um gesto simbólico como esse significa na cabeça de milhões de progressistas por todo o mundo: A qualquer momento, a Voyager será o primeiro objeto construído pelo ser humano a sair do sistema solar e a se libertar da zona de influência do Sol. A pequena sonda se locomove a mais de 114 mil milhas por hora, viajando bilhões de quilômetros a cada três anos, e nesse momento ele está atravessando a fronteira da heliosfera – região que consiste de todo o espaço que o calor do sol, por mais insignificante que seja, consegue manter influência.

Essa mesma barreira desperta curiosidade nos cientistas, pois sabemos sua distancia, mas sem a exatidão necessária. Imagina-se que ela está entre 10 a 14 bilhões de milhas de distancia, a Voyager está há 11 bilhões de distancia, assim quando ela for atravessada, mais  pontos para a gloriosa viagem da sonda e toda a sua equipe no solo. Há alguns meses, o aparelho enviou para a Terra uma informação interessante: os ventos solares, que se locomovem há 150 mil milhas por hora, estavam desacelerando, perdendo força, até o ponto que a própria sonda os superou em velocidade (os cientistas ainda não tem certeza dessa efeito, cogitando se tratar de uma energia magnética interestelar entre sistemas solares). Ninguém sabe o que acontecerá com ela assim que deixar o sistema solar, se ainda haverá calor ou frio extremo. A sua irmã gêmea, a Voyager 2 está a seguindo pelo mesmo caminho, apenas 2 bilhões de milhas atrás.

O projeto Voyager foi lançado em 1977 com o propósito de ser um projeto de décadas, o qual poderia estudar o sistema solar até então desconhecido pela humanidade. As sondas exploraram Saturno e Júpiter e suas centenas de luas, elas usam do efeito estilingue para se locomoverem e economizar energia, utilizando a gravidade dos planetas para se lançarem no Cosmo. A NASA se comunica com elas diariamente. Sem Duvida um dos maiores brinquedos já criados pela humanidade.

Fonte: Popsci