Hoje as máquinas conseguem reconhecer nossas faces, e em um nível ainda simples, nossa voz. Conheço pessoas que dizem já ter conversado com computadores “como vai computador?”, “eu vou bem, obrigado”. Respostas prontas para perguntas simples, mas e como ficaria uma pergunta mais complicada? Algo que você perguntaria para outra pessoa? “Computador, hoje eu quero assistir algo animado, o que me indica?”.

Sistemas capazes de conversar por voz com seus usuários não parece mais um sonho tão distante. Pesquisadores da Universidade de Edimburgo embarcaram num projeto de 5 anos e investimento de 6.2 milhões de libras, que pode resultar na criação de máquinas capazes de interagir com humanos, por voz . O Doutor Thomas Hain, do departamento de ciência da computação da Universidade de Sheffield, diz que tecnologia de fala está no seu caminho rumo as massas, mas a chave é entregar performance próxima à humana.

Pensando em interatividade, podemos lembrar como as telas touch e controles de movimento como o do Nintendo Wii e a câmera Kinect tornam comandos e jogos mais naturais. É de se acreditar sim que o próximo passo é a fala. É dito que mesmo uma avançada inteligência artificial precisa aprender com o seu ambiente, como um bebê. Ela precisa ter noções de certo e errado, do funcionamento do mundo a sua volta, e tudo isso ele vai aprendendo na convivência com o seu dono (claro que boa parte disso pode já vir de fábrica). Será não apenas uma máquina, mas um amigo, talvez o melhor amigo que alguém possa ter.

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