É dito em vários meios, e não deixa de ser uma grande verdade, que a nação chamada simbolicamente por “liderança espacial” é aquela que possui mais influencia entre todas as outras. É o caso dos Estados Unidos e União Soviética durante a Guerra Fria, caso dos americanos solitários logo após a queda do Muro de Berlin e a desativação da estação espacial soviética, Mir. Mas 2011 marca o fim das viagens dos ônibus espaciais dos Estados Unidos, um enfraquecimento de uma área que já engatinhava na última década. Em simultâneo, olhando aqui mesmo na Terra, percebemos os EUA diante de crises econômicas, perdendo a força de outros tempos, e assistindo o crescimento de um gigante oriental, a China.

A China, que caminha para se tornar a maior economia do mundo, já se prepara para assumir o lugar dos americanos nos espaço com um extenso plano para as próximas décadas. O projeto será inaugurado de fato já em 2013, quando será enviado a Lua um primeiro aparato (que de alguma forma deve se assemelhar aos robôs que foram enviados para Marte), apenas uma preparação para que astronautas sejam enviados para o astro em 2020. Segundo Peter Bond, editor consultor da Jane Space Systems and Industry “uma das grandes vantagens do sistema deles é que possuem planos de cinco anos, assim podem se programar e trabalhar bem à frente. Eles estão fazendo uma aproximação passo a passo, estão melhorando suas capacidades gradualmente, colocando as peças juntas e desenvolvendo uma avançada industria espacial”. Os planos dos chineses envolvem ainda lançar sozinhos uma estação espacial, também em 2020, ano em que a Estação Espacial Internacional será desativada.

Em uma entrevista concedida em 2010, Wu Weiren, Chefe de Design do Programa de Exploração Lunar da China, disse “o módulo lunar é o primeiro passo para a exploração do espaço profundo. Primeiro precisamos fazer um bom trabalho explorando a Lua e trabalhar no foguete, tecnologias que podem ser usadas na futura exploração de Venus e Marte”.

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