Não é preciso lembrar como foi chato ficar quase um mês sem a PSN, pior ainda foi assistir amigos, hardcore gamers, em depressão profunda por não conseguir dar seqüência aos seus jogos por conta da falta da rede (lembrando que algumas conquistas só podem ser feitas online). Bom, a rede voltou e a Sony desenvolveu uma campanha de boas vindas, com jogos gratuitos e outras vantagens temporárias. O que não era esperado é que os jogos gratuitos estimulassem a venda de suas seqüência (caso de Infamous2 e Little Big Planet2), e hoje publishers sabem que podem aumentar as vendas das seqüências, caso coloque o jogo anterior na rede gratuitamente por tempo limitado. De acordo com o órgão EEDAR, “se um game vendeu 2 milhões de copias e está disponível em formato físico e digital, ele normalmente produz uma receita de $500 mil dólares por mês. Pensando que durante o mês em que ele estiver gratuito a receita desce para “zero” dólares, esse jogo pode chegar a aumentar o numero de vendas de sua seqüência em 8.500 unidades – que ao custo de $59 dólares, produziria benefícios para a publicadora.

Por outro lado, a EEDAR percebe dois pontos fracos na estratégia. Primeiro: Jogos com histórias fortes e seqüenciais, como Mass Effect, possuem vendas muito maiores que a media no mês anterior e posterior ao lançamento de sua seqüência, o que inviabiliza em casos como esse. Segundo: os jogos em formato físico ficariam acumulados e os lojistas teriam prejuízo.

Uma outra alternativa seria deixar um game gratuito dois ou quatro meses depois que sua sequencia chegar ao mercado, assim quem se interessar, poderia aproveitar o preço integral do novo titulo, valor que varia de $49 a $59 dólares. Estratégias que no final das contas, é justa e benéfica para o jogador, que na pior das hipóteses, tem acesso a um jogo completo e gratuito.

Fonte