Uma noticia que deve ser devidamente comemorada. Cientistas em Londres conseguiram realizar o primeiro transplante de um órgão artificial, criado a partir de uma pequena estrutura coberta de células tronco do próprio paciente. Como a técnica não exige um doador e a rejeição do órgão é zero, trata-se de uma verdadeira revolução na medicina moderna! O segredo dessa técnica até parece simples numa rápida explicação, mas vamos lá: O estudante de doutorado em geologia Andemariam Teklesenbet Beyene estava com um câncer na traquéia, problema esse que não se resolveu após um longo período de quimioterapia. Sua única alternativa era um transplante, que além dos problemas de encontrar um doador compatível, existia o agravante da rejeição do novo órgão. Sem muitas alternativas, ele foi procurado pelos médicos e cientistas que escanearam sua traquéia, e a partir dai criaram um detalhadíssimo modelo 3D. A partir dai foi desenvolvido um molde exato do órgão, que mergulhado numa solução com células tronco do próprio Andemariam, foi totalmente coberto pelo tecido do paciente. Criou-se então um órgão artificial.

A cirurgia durou 12 horas, o câncer foi retirado e o órgão substituído por um novo em folha, com risco zero de rejeições. Segundo o Professor Macchiarini, que realizou a operação, “graças a nanotecnologia, esse novo ramo da medicina regenerativa é capaz de produzir uma traquéia personalizada dentro de dois dias a uma semana… Realmente incrível!”. O Professor continua, dizendo que muitos outros órgãos podem ser refeitos da mesma maneira. Uma semana depois da cirurgia, o senhor Andemariam continua fraco, mas saudável. O próprio teceu algumas palavras: “eu estava muito assustado com essa operação, era um caso de vida ou morte. Mas agora o que mais quero é terminar meus estudos, voltar para minha família e conhecer meu filho de três meses”.

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