Para as pessoas que acompanham o mercado, tal afirmação não chega a ser estranha. Em um mercado competitivo como o de smartphones, a guerra parece ter apenas duas frentes: iOS da Apple e Android do Google. Até a Microsoft tem se esforçado muito, e mesmo com uma boa adoção do seu novo sistema operacional, seu Windows Phone está longe da popularidade dos dois grandes já citados. A RIM, por outro lado, é uma ótima empresa, produz aparelhos de altíssima qualidade e é adorada no mercado corporativo, mas em um movimento crescente, vem perdendo boas cotas de mercado para a concorrência. Fica uma pergunta: O que pode ser feito?

Segundo o analista Mike Abramsky, da mesma forma que a RIM precisa modernizar sua linha de aparelhos, toda a organização precisa ser reestruturada. Ele usa como exemplo a última versão do sistema operacional da empresa, o QNX, que é utilizado no tablet Playbook: “é um grande sistema e com enorme potencial, mas foi negativamente afetado por um mal gerenciamento”. O analista indica uma rápida solução: dividir a fabricante do Blackberry em duas empresas: uma de aparelhos telefônicos, uma outra focada em operações de rede. Diante dessas informações, uma frase direcionada ao co-CEO da empresa, Mike Lazaridis, durante uma reunião com acionistas, exemplifica bem a situação da RIM: “vocês estão deixando a Apple e o Google comerem seu almoço!”

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