Apesar da pausa que os Estados Unidos estão dando nas viagens dos ônibus espaciais, é preciso lembrar que já há uns trinta anos (para não dizer “sempre”), que as reais descobertas do universo são feitas através de sondas e telescópios. Enormes lentes que capturam diferentes tipos de luzes, radiações, gases, e unificando todas essas informações, conseguem nos mostrar o universo colorido, e por vezes assustador, que já conhecemos.

Hoje, com a ajuda do satélite Swift, um grande time internacional de astrônomos conseguiram identificar o que alegam ser o objeto mais distante da Terra já encontrado. Tal objeto, como visto na foto acima como um pequeno ponto vermelho, se trata da morte de uma estrela supermassiva, o tipo de astro que costuma ser milhares, milhões de vezes, maior que o nosso Sol. Esse tipo de evento dura poucos segundos, e o seu brilho consegue ser tão impressionante, que pode ser visto de muito, muito, muito longe (se trata de uma explosão tão violenta que é muito difícil conceber sua real magnitude). Segundo cálculos, esse feche de raio gama, chamado de GRB 090429B, viaja pelo espaço há aproximadamente 13.2 bilhões de anos, o que equivale a 96% da idade do universo. Incrível. Cientistas comemoram a descoberta, pois mortes de estrelas supermassivas acontecem muito mais perto da Terra (conseqüentemente, estrelas mais novas), e com a evidencia de explosões como essas tão distantes/antigas, é de se acreditar que o universo já era bem desenvolvido, cheio de enormes estrelas, mesmo tão novo.

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