Em um mercado de consumo onde as mídias físicas tendem a desaparecer da forma como conhecemos a favor da distribuição digital e do processamento na nuvem, os líderes do seguimento de games tendem a criar novos modelos de negócio, procurando adaptar a demanda dos consumidores, e desenvolver novas formas de gerar receita. Durante a “Develop Conference” deste ano, Andrew Wilson, líder de desenvolvimento da EA Sports, teceu suas idéias, e provavelmente a mesma visão que a Eletronic Arts sobre o futuro mercado de games. Segundo Andrew, sua empresa já analisa e questiona sua forma de negócios, com a produção de jogos variando entre 20 e 40 milhões de dólares, e custando para o consumidor final, no lançamento, $59,00 dólares. “Os dispositivos móveis como smartphones e tablets, além de jogos como Farmville, trouxeram o modelo de micro-transações para as massas, e com esse tipo de serviço, uma audiência muito maior pode ter acesso aos jogos”, acrescentou. De acordo com o executivo, a base de jogos sociais e casuais cresceu de 250 milhões  há alguns anos atrás, para uma audiência de mais de 1.2 bilhões de usuários. Um público que parece não se enquadrar no modelo antigo de compra de jogos, mas ainda um público que procura se divertir com jogos eletrônicos.

O Sr. Andrew continua: “da mesma forma que as pessoas estão abandonando o CD a favor da distribuição digital, deixando de comprar DVDs a favor de serviços como Netflix, precisamos pensar em novos modelos de negócio para o nosso mercado. Penso que em breve você pode comprar um jogo e se divertir com ele em casa, no seu telefone ou tablet, mas sempre dentro de um ecossistema inteligente. Será como assinar um canal de TV, da mesma forma com que a programação é diversificada, você assina um serviço e joga os games que bem entender”.

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