Já faz tempo que os gráficos poligonais são unanimidade no desenvolvimento de imagens em três dimensões, há pouco mais de uma década, uma tecnologia rival chamada “Voxels” dava seu ultimo suspiro. Ela exibia gráficos sofisticados utilizando apenas o processador de um computador, mas foi engolida pelo então, novo mercado de placas gráficas 3D. Agora, uma empresa australiana, demonstra uma alternativa, e quando a entendemos, percebe-se  tratar de algo promissor.

A Ïnfinite Detail” se afasta dos quadrados e triângulos que criam os mundos virtuais de hoje, para imaginar esses ambientes onde tudo é criado por uma estrutura básica de átomos. Isso mesmo, todo o cenário proposto pela empresa é formado por micro pontos da mesma forma que os átomos no mundo real. Para efeito de comparação, os desenvolvedores afirmam que em apenas um metro quadrado de área com a Infinite Detail, é possível aplicar um nível de detalhes tão alto, que seriam necessários 15 milhões de polígonos para igualar o detalhe da imagem – o que garante um nível de detalhes 100.000 vezes maior que os gráficos que temos hoje em dia. O pessoal da Euclideon ainda explica que com sua tecnologia, é possível fazer um scan objetos reais e aplicá-los em jogos sem perder nenhum tipo de detalhe. Pedaços de rocha nunca pareceram tão reais.

Mas, como não podia deixar de ser, a noticia repercutiu em meio a especialistas, e as criticas foram pertinentes: Alguns blogueiros disseram que a Euclideon é apenas uma empresa fraudulenta que procura financiamento, mas logo foi descoberto que o próprio governo australiano é um investidor – colocou $2 milhões de dólares na empresa. Foi discutido que o vídeo divulgado mostra apenas cenários estáticos – apesar de uma folhagem tímida se mover – mas nada de personagens elaborados se movimentando. John Carmack, talvez o programador de engines gráficas mais conhecido do mundo, foi cauteloso no seu Twitter pessoal: “vamos esperar para ver”. Nós esperaremos, estamos todos curiosos.

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Fonte: Kotaku.us