No mundo dos jogos eletrônicos, existem dezenas, centenas de figuras interessantes que, sempre que abrem a boca para opinar sobre algo, procuramos ouvir com certo interesse. Mas quando essa pessoa é John Carmack, é bom escutar. Para quem não sabe, ele é um programador de engines gráficas, criou algumas das engines mais famosas do mercado, como a de Doom, Quake 2, Quake 3, Doom 3, e estamos no aguardo da sua Tech 5, que turbinará Rage e Doom 4. Numa entrevista ao site Tom’s Hardware, Carmack faz uma estimativa dos futuros jogos de dispositivos portáteis. Segundo ele, hoje é preciso trabalhar com otimizações, sendo necessário dedicar certo tempo para extrair tudo o que um smartphone ou tablet pode oferecer em desempenho bruto. Carmack diz que o Ipad 2 é a prova da inversão desse aspecto, o considerando praticamente com “metade do poder de fogo” dos consoles HD da atual geração. O programador prevê que para o ano que vem, com os tablets recebendo processadores quad-core, o poder será nivelado, não precisando os desenvolvedores dedicarem tempo e recursos para portar um jogo para várias plataformas, o maior empecilho será o tamanho dos jogos – ocupando cada vez mais gigabytes – e a necessidade de novos métodos de distribuição.

Não queremos entrar no mérito de nichos – aqueles que preferem se manter dentro dos jogos “sérios” diante dos casuais – mas pensando no salto tecnológico que tablets e smartphones sofrem a cada ano, é de se questionar como irá se comportar o mercado de games portáteis – Nintendo 3DS e Playstation Vita – diante de um mercado mais simples, e casual, onde jogos custam uma média $10 dólares.