Um fato que ganhou força durante a Guerra Fria, é que a nação que domina a tecnologia para colocar o homem no espaço é a mesma com força para ditar tendências como uma das líderes mundiais, e como forma de provar a sua importância no cenário internacional, a China prepara a primeira etapa da construção de sua própria estação espacial. Os planos originais eram colocar o lançamento não tripulado do Tiangong-1, o “Palácio dos Céus” numa tradução livre, em órbita no ano passado, mas houveram atrasos por questões técnicas. Agora, uma fonte que exigiu anonimato (estamos falando da China…) informou a agência de noticias AFP que o lançamento é iminente, podendo ocorrer entre os dias 27 e 30 de Setembro, a tempo do Dia Nacional Chinês em 1º de Outubro. Tais informações batem com a de uma agência de noticias chinesa, a Xinhua, que afirma que tanto o Tiangong-1 como o foguete March 2-F já estão posicionados na plataforma de lançamento. Pesando oito toneladas, o modulo deve permanecer em orbita por dois anos.

Em entrevista concedida em Abril, Yang Liwei, o primeiro astronauta chinês, informou que a China tentará realizar a sua primeira acoplagem no espaço, unindo o Tiangong-1 com outro veículo não tripulado na segunda metade do ano. Caso o procedimento seja realizado com sucesso, o módulo irá se acoplar a outros dois foguetes, os Shenzhou 9 e 10 – ambos terão astronautas a bordo. De acordo com o Programa Espacial Chinês, antes de 2016 o país lançará ao espaço um laboratório, e em 2020 há o plano de construir uma estação espacial fixa, como a Mir e a Estação Espacial Internacional. Com informações de que em breve a estação internacional será desativada, a China será o único país com acesso direto e facilitado ao espaço.

Com informações, Physorg.