Nesse 28 de Setembro de 2011, aproximadamente 81% (sim, é um chute) dos sites de tecnologia e grandes portais estão noticiando a oficialização do primeiro tablet feito pela Amazon, empresa que muitos acreditam ser a única que em um médio prazo, é capaz de inibir uma dominação global pelo Ipad no mercado de tablets. Sony, Samsung, LG, HTC, Asus, RIM, Lenovo, Toshiba, Acer, HP e muitas outras tentaram competir diretamente com o aparelho da Apple, mas mesmo com investimentos no desenvolvimento de sistemas operacionais proprietários, lojas de conteúdo, docks com teclado que transformam o tablet em um autêntico notebook… Nenhuma das grandes ofereceu um produto com apelo como o Ipad, o que contribuiu, e muito, para as milhões de unidades vendidas e colocar a Apple como um colosso da economia americana, e mundial. Do outro lado, a Amazon estava assistindo a toda essa corrida pelo verdadeiro rival do Ipad (não de camarote pois ela é esperta), como que analisando o mercado com cuidado, pois apesar de não querer dormir no ponto, o leitor de e-books Kindle continuava vendendo bem apesar da chegada dos tablets. Várias fofocas começaram a surgir quando foi percebido – graças as facilidades oferecidas pela nossa sociedade da informação – que grandes pedidos de peças, como telas touch, processadores e memórias, haviam sido feitas em nome da Amazon. Pronto, o tablet da empresa do Senhor Jeff Bezos estava a caminho. Mas o que esse aparelho teria de diferente de tantos outros que já tentaram? Algum milagre de hardware? Tecnologia futurista?

Não. Especialistas acreditam unicamente no nome “Amazon”, um nome que hoje possui forte apelo estratégico, divertidamente mais forte do que Sony, HP ou Samsung, caso estejam competindo em um mesmo nicho. Todas as empresas que lançaram tablets utilizando o sistema operacional Android usaram como base o preço do próprio Ipad, e talvez (talvez!) a única que tentou algo diferente foi a Asus, oferecendo um dock em forma de teclado junto de seu tablet, expandido suas funcionalidades. Outras empresas rodearam as sombras do Ipad, seguindo o fluxo ditado pela gigante de Cuppertino, mas no fim acabam por correr atrás de migalhas. É preciso deixar claro, antes que eu seja alvo de pedras ou que ateiem fogo na minha casa, que não estou dizendo que produto X é melhor que produto Y, estou deixando claro que produto X se mostrou um tremendo acerto em termos de negócios e retorno financeiro, nenhuma competidora chegou ao menos perto do seu sucesso. Algumas pessoas podem não saber o que significa a palavra tablet, mas se mostrar um para elas, grandes chances de o chamarem de Ipad.

Mas e a Amazon? Ela tem chances?

Não é possível prever o que vai acontecer com um produto que está prestes a chegar no mercado em uma área tão competitiva, mas a empresa de Jeff Bezos começou muito bem. O Kindle Fire tem preço fixado em 199 USD, metade do preço de um Ipad 2 e seus rivais, conta com ótimo hardware, um excelente custo x benefício, e ao mesmo tempo que possui a opção da Android Market (ele roda uma versão do Android com várias modificações) além de todo o conteúdo digital vendido pela loja da Amazon – vale lembrar que fora do Brasil as pessoas tem o costume de pagar por conteúdo. Existem ainda mais conversas sobre a entrada da Amazon no mercado de tablets, já se comenta sobre uma nova versão do Kindle Fire para o primeiro quadrimestre de 2012, que seguindo os passos do E-reader, deve ser uma versão de 10 polegadas utilizando o SoC (system on a chip) quad-core Tegra 3 da Nvidia. Como já dito, difícil dizer se os Kindles em forma de tablet farão sucesso, mas entraram com mais força do que qualquer outro rival da Apple até agora.