Ondas de choque, meteoro, Chicxulub

A Universidade de Princeton divulgou uma imagem que simplifica como seriam os efeitos de ondas de choque de um grande meteoro se chocando com a Terra. O modelo leva em conta a forma elíptica do planeta, detalhes da superfície além das profundezas do oceano. “Após o impacto com um meteorito, ondas sísmicas viajam através da superfície da Terra da mesma forma que uma pedra cair dentro de uma lagoa. Essas ondas viajam através do globo até se encontrarem no lado oposto do impacto num efeito que se chama “antípoda”, explica Matthias Meschede, da Universidade de Munique.

O estudo teve inicio quando os pesquisadores começaram a simular as conseqüências de um meteoro do mesmo tamanho daquele que criou a cratera de Chicxulub (onde se acredita caiu o meteoro que extinguiu os dinossauros, duas milhões de vezes mais forte que uma bomba de hidrogênio), mas surpreendentemente, perceberam que a cratera era pequena demais para tamanho cataclismo em todo mundo, principalmente a atividade vulcânica. Acreitava-se antes que o impacto ativou uma enorme cadeia de vulcões na India, mas a imagem acima mostra que isso não aconteceria. O Professor Meschede acrescenta: “Apenas um fato como o impacto em Chicxulub não causaria a extinsão dos dinossauros, já que a antípoda seria a oeste da Austrália, longe da Índia”.

Fatos interessantes para um assunto até então “quase” solucionado pelos estudos, mas novas dúvidas aparecem. Afinal, qual teria sido o conjunto de fatos que acabou com o reino dos dinossauros na Terra?

Com informações, TG Daily.