pornografia, disfunção eretil, problema de ereção

Antes vista como algo benéfico para jovens, já que ensinava aos desavisados o que se fazer com o parceiro durante o ato sexual, a pornografia – hoje majoritariamente online – agora é acusada de atrapalhar a vida sexual daqueles que a procuram como simples passatempo.

O artigo “Disfunção Sexual Induzida por Pornografia é um Problema Crescente” explica que a perda de libido em jovens a partir dos 20 anos é causada pelo excesso de estimulação de dopamina, o neurotransmissor que ativa a reação corporal diante prazer sexual. O acesso a vídeos pornográficos, fotos causa uma super produção desse neurotransmissor, o que em determinado ponto atrapalha a vida sexual dessas pessoas, já que com a super produção, o cérebro pode não trabalhar corretamente, disfunção erétil sendo uma conseqüência comum.

“Palavras eróticas, fotos e vídeos já estão por ai há bastante tempo, mas com a internet a produção de dopamina torna-se altíssima”, explicou Marnia Robinson, autora do artigo. “Hoje as pessoas podem forçar a produção de dopamina assistindo pornografia em várias janelas, adiantando vídeos para os momentos mais quentes, alterando entre sexo virtual ou até mesmo acessando conteúdos extremos, que causam altas cargas de ansiedade. Todo esse material está disponível de graça, 24 horas por dia, todos os dias da semana. Em alguns casos a carga de dopamina está tão baixo que o jovem não consegue ter uma ereção sem acessar pornografia na internet”, acrescenta.

Muitos homens se chocaram com o resultado da pesquisa, pois já acreditavam que disfunção erétil era algo comum com vinte e poucos anos. Marina informa que é possível estabilizar a produção dos neurotransmissores após um período de alguns meses, deletando a pornografia do cotidiano e dando uma chances para que o cérebro faça um “reboot”. Durante o período de abstinência, as pessoas enfrentavam perda de libido, insônia, irritabilidade, pânico, desespero, problemas de concentração e até mesmo gripe – soa como uma abstinência de drogas comum.

O estudo já está sendo apoiado por instituições contrárias a pornografia como forma de “desunião familiar”, mas não custa se questionar: Talvez aquele “probleminha” seja culpa do excesso de pornografia na frente do computador.

Com informações, Daily Mail.