A sonda Rosetta, propriedade da Agencia Espacial Européia fez uma breve análise do asteróide Lutetia, e fez análises interessantes, informando que o bloco de rocha de 3.6 bilhões de anos estava a caminho de se tornar um planeta, mas o longo processo não vingou.

Localizada no Cinturão de Asteróides, área recheada de corpos celestes que fica entre as órbitas de Marte e Júpiter, Lutetia chegou a possuir forma oval, mas que enormes crateras localizadas em toda a sua extensão podem ser a causa do seu fracasso como planeta, já que durante o tempo, outros astros menores acabaram com parte de sua estrutura. O interior do asteróide é o que chamou a atenção dos astrônomos, já que segundo análises de sua composição, ele é um dos asteróides mais densos já encontrados no sistema solar.

Essa alta densidade demonstra que o asteróide de 100km de extensão conta com um generoso núcleo rochoso que até começou a se fundir – material primordial para a formação de planetas tendo em vista que com maior gravidade, outros corpos são atraídos ao seu corpo – mas algo não deu certo durante o processo. Dúvidas permanecem, já que a Rosetta fez apenas uma rápida visita durante sua jornada rumo ao cometa 67P/Churyumov-Gerasmenko. Difícil imaginar um planeta se formando entre as orbitas de Marte e Júpiter, assim como é difícil imaginar como todo o sistema solar poderia ser diferente, graças aos caprichos da gravidade.

Com informações, Io9.