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O nosso Sol amarelo não é o tipo de estrela mais fácil de se encontrar no universo, esse mérito vai para as anãs vermelhas, estrelas menores, mais frias, e muito mais comuns. Mas um estudo que será publicado na revista Astrobiology informa que elas são mais amigáveis a vida do que antes se imaginava.

Quando pensamos em vida, sempre olhamos para sistemas solares com estrelas amarelas e planetas dentro da chamada “zona habitável”, espaço dentro de um sistema solar onde a temperatura não é fria o suficiente para a água congelar, nem quente o suficiente para evaporarão – pense na Terra como um planeta que está na zona habitável do nosso sistema solar. Agora, novos estudos aumentam as chances de vida em outros sistemas quando um novo olhar é direcionados para as anãs vermelhas, estrelas que regem uma quantidade interessante de planetas congelados. Gelo e neve refletem de 50-80 por cento da luz visível aqui na Terra, enviando boa parte da luz e calor para o espaço, cooperando assim para que nossos pólos se mantenham congelados. O detalhe é que esse processo acontece com a luz visível do nosso Sol, com as anãs a história é outra.

A luz visível que elas emitem é realmente mais baixa, limitando bastante a zona habitável, mas por outro lado, são mais claras quando se trata de luz infra-vermelha, espectro de luz que é absorvido com muito mais eficiência pelo gelo – apenas 10-40% da luz é refletida. Com esses valores, aumentaram as chances do gelo derreter, ao mesmo tempo que aumentam as chances de planetas iluminados por anãs vermelhas possuírem oceanos de água liquida. “Você tem mais área, mais chances de um planeta estar dentro de uma zona habitável” – explica Manoj Joshi, da Universidade de Reading, no Reino Unido.

Bom, no ano passado foi descoberto bactérias que se alimentam de veneno, agora, que anãs vermelhas podem propiciar calor suficiente para oceanos de água liquida… São dois fatores que aumentam – e muito – as chances de vida, como fenômeno, acontecer  em outros planetas.

Com informações, New Scientist.