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Quando se fala sobre robôs, qualquer um fica impressionado com experimentos como o PETMAN, Alpha Dog, ou o Asimo, mas dentro do mesmo campo, há outra grande dificuldade além de construir um autômato que se locomova com naturalidade: um robô que consiga se expressar com naturalidade. Válvulas e pele artificial são os itens mais utilizados para se fazer um robô expressar emoções simuladas, mas uma colaboração entre universidades da Alemanha e Japão surge com uma nova alternativa: projeção.

Ao invés de desenvolver toda uma complicada estrutura que simula ossos, músculos e pele,  o Mask-bot só precisa de um pedaço de plástico – em forma de rosto -, um projetor e software. Funciona da seguinte forma: o rosto de uma pessoa é fotografado, um software cuida de animá-lo sozinho – ações como abrir e fechar a boca – feito isso, um projetor, situado na parte de trás, envia uma imagem tri-dimensional desse rosto para a máscara de plástico. A vantagem é que o rosto não é visto apenas ficando de frente para a máscara de plástico, mas de várias posições, como se um rosto de verdade estivesse na sua frente.

Segundo o Doutor Takkaki Kuratate, um dos desafios do grupo era fazer com que a imagem se movesse dentro do espaço da máscara, assim utilizaram um programa que converte uma simples foto 2D em uma imagem 3D animada. Outros algoritmos foram utilizados para realizar as expressões faciais e a voz. A história fica ainda mais interessante quando o Doutor Kuratate explica que o avatar é capaz de mudar sua expressão facial de acordo com o tom da conversa, já que ele analisa dentro do seu banco de dados o som – ou fonema – que uma pessoa utiliza durante a conversa.

Enquanto os pesquisadores dizem que o Mask-bot é uma interessante alternativa para adicionar expressões faciais em robôs – a segunda versão terá um custo unitário de $550,00 dólares – eles explicam que a tecnologia poderia ser utilizada em vídeo conferências, já que será possível substituir uma simples tela por uma imagem muito mais próxima da realidade. Gostamos disso! Vídeo abaixo:

Com informações, Gizmag.