De acordo com um estudo realizado pela Agência Internacional de Energia (IEA), o mundo sofrerá uma mudança climática irreversível se drásticas mudanças não forem feitas. Mas o problema está ai, nunca se investiu tanto na extração de combustível fóssil na história, o que mostra que ninguém parece realmente interessado nesse problema.

A IEA é uma organização autônoma, criada em 1974/1975 durante a crise do petróleo, seu trabalho mais reconhecido é em torno de pesquisas ao redor do globo, informando estatísticas e recomendações aos países que mais produzem energia. Mas em seu relatório chamado “2011 World Energy Outlook”, uma interessante analise informa que devido ao grande necessidade de energia da nossa sociedade, caso medidas não sejam tomadas para adoção de fontes menos poluentes, em cinco anos entraremos num caminho sem volta no aquecimento global.

O estudo da organização é baseado no “450 Scenario”, uma projeção em que a temperatura do planeta não pode subir mais do que dois graus dentro de um cenário de emissão estabelecido. O problema é que esse projeção não está sendo respeitada, e que dentro das expectativas da IEA, já estamos com quatro – quintos da quantidade de emissão de carbono esperada só para 2035, e que no andar da carruagem, em 2017 atingiremos essa meta negativa – dezoito anos antes do previsto.

Os números são alarmantes, pois não estamos falando apenas de um aumento da temperatura que pode ser resolvido com um ventilador. Falamos do de um aumento no derretimento de geleiras, extinção de espécies, grande aumento de doenças respiratórias… etc. É dito que para cada $1 dólar investido em energia poluente hoje, será necessário $4.30 dólares em 2020 para reduzir as emissões de carbono. Talvez fosse mais barato começar rápidos investimentos nas “caras” fontes de energia eólica, geotérmica, solar… mas é mais barato se manter fiel ao carvão e o petróleo. A conta é bem simples. Estamos fazendo um péssimo negócio.

Com informações, Inhabitat.